Está acontecendo algo no mundo da comunicação. Não se trata de crise econômica ou de marketing político do Obama… há algo por trás das decisões do New York Times (de reduzir sua redação; de privilegiar seu site e deixar de ser impresso aos poucos, de se tornar uma rede social tipo orkut…).
O mundo da informação está deixando de ser o mesmo (tá… admito: tem a ver com o Obama também…). Os hábitos de leitura estão mudando de acordo com a evolução tecnológica. Livros? Audiolivros! Reportagens? Podcasts! Oi? SMS ou Messenger! Notícias quentinhas? Na internet! Não é o fim da mídia impressa, mas também não é motivo para estagnação… Análises econômicas e políticas? A resposta continua sendo “impressa”…
Todos os jornais e revistas têm usado e abusado de recursos online (o Obama também… talvez por isso tenha ganhado a eleição presidencial dos EUA…). O Correio Braziliense (que ostenta ser o primeiro jornal brasileiro, mesmo tendo sido impresso na Inglaterra, há 200 anos), tem um ótimo site (www.correioweb.com.br), de onde se pode obter os classificados e as dicas culturais de Brasília. De onde se pode obter a mais confiável fonte de informações sobre concursos públicos na capital federal. Notícias? São só um detalhe…
As indústrias da informação e do entretenimento estão flertando já há algum tempo (veja as parcerias ABC + MSN… Times + Warner…). Fato é que a tendência, por ora, é o mercado buscar uma nova cara para as notícias.
Em vários países, a venda de jornais está caindo (é o caso dos EUA)… noutros, está subindo (Brasil e Espanha). Pelo visto, os “players” do jogo estão ainda em busca da estratégia mais correta.
“Comunicação sempre muda a sociedade. E a sociedade sempre foi organizada em torno de canais de comunicação. Há 200 anos, era em torno de rios e caminhos nas montanhas.
A internet é outra forma de comunicação e comércio. E a sociedade se organiza em torno desses canais”.
O Youtube lançou um canal onde o público cria notícias. É o Citizen News, em forma de videoblog: Announcing the Reporter Channel É uma apresentação de Olívia, gerente de notícias do site, explicando o sistema.
O conceito não é novidade. Na verdade, já o vemos acontecer no iG, com o ‘Minha Notícia‘. O site Ohmynews, que tem cara de site de notícias, mas é todo produzido por colaboradores (não necessariamente jornalistas). O site conta com um presidente, um editor sênior e mais dois jornalistas, além de um staff para finanças, assuntos administrativos etc. Há quem maldiga o formato. A Fox News, em matéria no próprio site Ohmynews critica dizendo que o formato não torna a informação mais democrática, pois há edição do mesmo modo que nos “jornalões”. Mais um exemplo aqui, para mostrar a importância desse movimento…
O fenômeno pode estar ligado a credibilidade. Pessoas comuns escrevendo e querendo ser lidas. Quanto mais fontes e mais pontos de vista, melhor a matéria ;)
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O canal do Youtube não é apenas um agregador de vídeos, mas uma ação socialmente importante, longe da pretensão de ser uma nova forma de as pessoas se manterem informadas.
Tradução é coisa séria. Traduzir um site do inglês para o português não é simplesmente usar o dicionário, mas identificar expressões do idioma. Veja abaixo, em post do blog Polis + Arte, um “belo” mau exemplo disso:
” SÃOPAULO - O americano Thomas Martel, de 28 anos, é um homem grande. Por isso, tem dificuldades em usar pequenos aparelhos eletrônicos como seu novo iPhone, celular da Apple. Não tem mais. Ele diminuiu seu dedo com uma cirurgia, informou o jornal North Denver News.”
Estamos entrando em um devir nano para podermos acompanhar a tecnologia.
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Eu havia acabado de postar este link para a matéria do Estado de São Paulo quando resolvi ir até o jornal americano que deu a notícia que foi reproduzida em muitos sites e blogs.
Quando coloquei no Google o nome do jornal de Denver - EUA, acabei caindo na matéria do Guardian que esclarece que foi tudo uma história cheia de ironia do jornal de Denver. Estranho jornal esse. O editor americano colocou no pé da matéria um artigo em que diz que o humor do texto, reproduzido como notícia, é evidente.
O estadão eu não sei o que fez.
Eu acho que o devir-nano é uma realidade.
Vejo também que o Blog do Alex Primo já havia comentado esse “pequeno escorregão” do Estado de São Paulo, que recentemente fez uma campanha contra os blogs.
É curioso como a humanidade tende a tratar transições e evoluções de forma apocalíptica. Foi assim com a chegada do rádio, da TV, e não poderia ser diferente com a Internet. O tema ficou em “banho maria” por alguns anos, pois além de não haver uma penetração considerável, ainda não haviam soluções que dessem margem ao jornalismo colaborativo, ou melhor, ao jornalismo crowdsourcing. Os anos se passaram, e a população conectada cresceu de forma surpreendente. Nos Estados Unidos, 95% dos jovens estão conectados. No Brasil, praticamente 20% da população acessa a Internet. Este crescimento associado a ferramentas como blogs, microblogging, fotoblogs, videoblogs, mapas, mashups e tudo isto potencializado pela computação cada vez mais ubiqua, deu espaço a um novo jornalismo, ao jornalismo crowdsourcing. E conseqüentemente ao interminável debate entre o jornalismo tradicional e o jornalismo crowdsourcing. O primeiro argumenta que o segundo é imaturo, e este, que o jornalismo tradicional é jurássico.
Está programado para 1 de julho evento no Museu da República de lançamento da revista Nosso Caminho, a mais recente obra de Oscar Niemeyer. Aos 101 anos, ele se diz disposto a vir a Brasília. Avião, como sempre, nem pensar. Viria de carro, parando em Sete Lagoas. O secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, amigo do arquiteto tem conversado quase que diariamente com ele para tratar da viagem. Niemeyer chegou a perguntar se o Brasília Palace Hotel realmente tinha voltado a funcionar, onde gostaria de ficar. Mas, por enquanto, a viagem ainda é um sonho. A revista, esta sim, vem com certeza. O último projeto do arquiteto para a cidade é o que esta na foto: A torre digital.
“Não há dúvida de que as placas tectônicas do jornalismo estão se movimentando. Há um impressionante potencial na internet como coletor, distribuidor e checador de notícias - inclusive por canais de transmissão instantânea como telefones móveis. Isso não significa que a antiga mídia irá morrer. Mas ela terá de se adaptar rapidamente ao que até aqui tem sido uma relação assimétrica”.
Vou fingir que não entendi… Numa conferência da World Association of Newspapers (WAN), realizada em Göteborg na Suécia no último dia 4, resolveu-se inventar o “jornal do futuro”. Ora… mas ele tem cara de revista… o que há de novo, realmente, nisso? O projeto gráfico é inteligente: afinal, quem quer um jornalão “à moda antiga”? Mas não há nada de novidade no formato, já que as revistas já o fazem há tempos (no Brasil, a primeira revista foi a ‘Revista Illustrada’: 1876-1898). Os próprios “jornalões” já brincam com o formato de revista em seus suplementos de domingo… Ei-lo:
Análise Com o advento da internet, os jornais rapidamente perderam sua especialidade em dar notícia fresquinha. Na verdade, há tempos apanhavam do rádio nesse aspecto. Há tempos vemos o mercado de revistas no Brasil (não sei se é um fenômeno mundial) crescer. Segmenta-se muito a fundo. Há várias revistas sobre cultura. Uns se identificam com a Bravo, outros com a Cult… revistas femininas ou de fofocas então, nem se fala… enfim, revistas têm a ver com comportamento. As pessoas se identificam com elas, de acordo com o estilo de vida que cada revista veicula.
Questiono se essa estratégia, de trazer jornais para o formato de revista, dá certo. Na verdade, são dois mercados distintos: os jornais tinham posição clara no mercado, pois eram referência para rapidez da notícia. De nada adiantava ler um jornal à tarde, pois o assunto estava “quentinho” mesmo era de manhã. O Jornal Nacional dava conta de “fechar” o dia com o “balanço”. A internet mudou isso. Na verdade, ainda está mudando isso. A mudança de linha editorial nos jornais e na TV ainda não é tão profunda. No Brasil, essas mudanças ocorrem devagarinho… Já as revistas mantém seu papel: são analíticas, suas matérias têm mais fôlego, são mais investigativas, propõem mais questionamentos (pois sua periodicidade está num período mais elástico que o dos jornais e telejornais).
Para concluir: na minha opinião, de nada adianta então os jornais copiarem formato de revista. Talvez apenas os jornais de marca forte consigam um lugar ao sol, dentre tantos jornalões no mercado. Mas uma coisa é certa: todos têm investido em seus sites, muitas vezes transformando-os em verdadeiros portais com conteúdo, entretenimento e muito serviço (pesquisa de preços, classificados online, dicas para concursos públicos, agenda entretenimento junto com parcerias para venda de ingressos… etc.). Agora, investem também em sites para celular (pois o iPhone está chegando ao Brasil… e seus concorrentes correm por fora…). Grandes portais de grupos de comunicação investem em outras formas de se comunicar, criando blogs para seus colunistas. Enfim, tudo está mudando e apenas enxergamos pedaços de algo um tanto maior. Vejamos o tamanho da mudança ;)
O jornal 3030 O site http://www.innovationsinnewspapers.com/ é contundente: afirma categoricamente que este “jornalinho” é o futuro, trazendo:
“More about our 3030 Prototype:
Short and deep.
Newsy.
Smart.
Sharp.
Less of More
More of Less.
Analytical.
Easy to read.
Handy.
Caviar Journalism!”
Vamos lá: exagero ou não, é opinião sua, leitor. Mas fica a dica para os “jornalões” brasileiros que tentam se “reinventar” aos domingos…
Minha namorada disse hoje “detesto ler jornais… aquelas folhas enormes, que vão caindo enquanto o lemos…”. Lembrei também do formato de jornais populares que temos no Brasil: “Hoje em dia” (distribuição gratuita - MG e DF), “Aqui” (DF - do grupo Assis Chateaubriand) etc.
Jogo da sobrevivência
A questão em jogo, por trás da publicidade em torno deste novo formato de jornal (lançado pelo INNOVATION LAB) é o futuro da mídia impressa. Será que ela sobreviverá ao formato de distribuição digital da internet?
Vídeo retirado deste link - trata de discussão sobre o futuro dos meios de comunicação, no 15º World Editors Forum.
Trata-se de uma teoria, de que não somos nós que buscamos as notícias. Seriam elas que nos encontrariam ;)
Confira
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“Notícia ruim chega rápido”, diriam seus avós. O blogueiro e empresário Loïc Le Meur acha que talvez essa frase seja mais profunda do que pensávamos.
Há alguns dias, ele postou o desenho de um mapa de quais são suas principais fontes de informação e como faz para manter-se atualizado.
O texto ganhou uma inesperada popularidade e foi parar em alguns dos principais sites de tecnologia dos EUA. Na sequência, vários outros jornalistas também fizeram seus mapas. E Le Meur se tornou o centro de mais uma mania na web.
No vídeo acima (em inglês), ele volta ao assunto e propõe que na atual confusão de informações que circulam pela internet, pode haver um jeito passivo de se informar. Ou seja: as notícias que realmente interessam sempre dão um jeito de nos encontrar.
Vale a pena conferir seus argumentos. Quer dizer: se eles forem mesmo úteis, vão chegar até você.
Antenado.org é um blog sobre comunicação. Busco analisar tendências e comportamentos dos veículos e, principalmente, das novidades que estão surgindo. Tento ainda trazer novidades, normalmente noticiadas em outros blogs, mas também abro espaço para a "grande mídia" ;)